Geyse Ferreira, Embaixatriz de Maragogi

Jogadora fala de sua experiência com a camisa da Seleção principal

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(Fotos: cortesia).

Não foi dessa vez. A Seleção Brasileira de Futebol Feminino está fora da Copa do Mundo 2019. Perdeu para a dona da casa, a Seleção Francesa, por 2 x 1, nas oitavas de final. Mas não foi um jogo fácil. Teve prorrogação e emoção até o final. Natural a decepção e a tristeza das jogadoras. Principalmente das mais jovens, das novatas, das que estrearam.
 
Foi o caso de Geyse Ferreira, que foi às lágrimas diante da derrota. Mas se houve choro e desolação, houve sorriso e aconchego. A jogadora voltou para casa sem a taça, mas recebeu o carinho de seus conterrâneos. Familiares e amigos prepararam uma receptividade digna de campeã na tarde da quinta-feira, 27. Em cima do carro dos bombeiros, a jogadora desfilou pelas principais ruas da cidade, enrolada com a bandeira de Maragogi, partindo de sua terra natal, o povoado de São Bento, que pertence ao município de Maragogi. Por onde passava, Geyse pôde ver de perto o quanto já é idolatrada por seu povo.
 
Ela participou de dois jogos. Na estreia, contra a seleção da Jamaica, quando o Brasil venceu por 3 x 0, com três gols da atacante Cristiane. Geyse entrou no segundo tempo. E nas oitavas de final, após a lesão de Cristiane, contra a França, no dia 23 de junho.



O que deu errado – “Não é que deu errado, é que no jogo alguém tem que ganhar, e a França, como uma grande Seleção, saiu vitoriosa.”
 
Seu futuro na Seleção – “Vou continuar a trabalhar; aí com certeza as oportunidades vão surgir.”
 
Sensação de vestir a camisa da Seleção principal – “Um sonho para toda menina; é prazeroso e inexplicável.”
 
Futuro da Seleção – “Espero que o trabalho continue e a gente consiga ganhar uma Copa do Mundo.”
 
O que tirou da experiência – “Acredito que se lutarmos até o fim, vamos conseguir chegar onde almejamos; lutar sempre.”
 
Jogar com a melhor do mundo – “Um sonho realizado; é estimulante; garra não lhe falta.  Ela é diferente, seus conselhos são fundamentais.”
 
Mudança do profissional para a vida – “Eu sou muito tímida, envergonhada; o povo pede foto, autógrafo, e às vezes fico sem jeito.”
 
Embaixatriz de Maragogi – “Não sei direito, mais dizem por aí que sim. Eu nunca imaginaria uma filha de gari, que passou fome, e muito desacreditada, poderia fazer parte da sociedade de Maragogi. Eu quero deixar um recado para essas crianças: estude e acredite em você, e lute sempre!”

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