Geyse Ferreira, a Pretinha, jogadora da seleção brasileira de futebol feminino

"O esporte traz muitos benefícios para nossa vida."

A jogadora da seleção brasileira de futebol, Geyse da Silva Ferreira, nascida e criada no povoado de São Bento, no município de Maragogi, Aos 21 anos de idade, Geyse, comumente conhecida como Pretinha, é atacante e joga atualmente pelo clube Madrid CFF, da Espanha. Ela se juntou à sua nova equipe em janeiro de 2020.

Pretinha já jogou pelo Brasil na Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2018. Pelo seu clube anterior, o Benfica, de Portugal, ela marcou 16 gols nos seus primeiros quatro jogos. A jogadora chegou a fazer 6 gols num único jogo, seu recorde, contra o Almeirim, também de Portugal. Ela fez sua estreia pela seleção brasileira de futebol feminino em setembro de 2017, como substituta, na vitória por 4 a 0 sobre o Chile.

A entrevista, concedida aos adolescentes do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (NUCA), que em Maragogi tem Antônio de Pádua Lima de Lyra Neto, o Netinho Lyra, como mobilizador, faz parte do Desafio 1 de 8 desafios propostos pela Unicef ao Núcleo.  

Pretinha mostrando a que veio, batendo uma "pelada" com amigos de infância nas areias da praia de São Bento, sem saber que um dia estaria vestindo a camisa da seleção principal de futebol feminino do seu país. (Fotos: arquivo pessoal).

Como você se interessou pelo esporte?
Geyse – Na infância, eu jogava com os meninos na rua, na praia, daí surgiu o interesse, me sentia feliz fazendo aquilo.

Quais dificuldades você encontrou e como se superou?
Geyse – Inúmeras dificuldades, em todos os aspectos, principalmente financeiro, e aceitação das pessoas. Superei porque Deus me deu forças para seguir, e eu nunca pensei em desistir! Lutei e continuo lutando.

Quem apoiou você desde o início da sua carreira?
Geyse – Minha família, meus amigos, professores, donos de equipes femininas de futebol. No início, foi no futsal na escola, depois fui para o campo, e cheguei na UDA equipe, onde fui revelada. Mas, até chegar aí, muitas pessoas me ajudaram e eu agradeço a todos que sempre estiveram comigo, de forma direta ou indireta.

Netinho Lyra, mobilizador do NUCA em Maragogi.

O que você aprendeu com o esporte?
Geyse – O esporte traz muitos benefícios para nossa vida. Aprendi muito. Aprendi a ter respeito pelo adversário, a lutar todos os dias, a refletir sobre atitudes, a ser cada dia melhor, ter disciplina, principalmente, dentre outras coisas...

Você acredita que o esporte pode salvar vidas?
Geyse – Sim. O esporte modifica a gente. A disciplina dele faz essas coisas. O esporte tem um poder transformador.

Que recado você daria para adolescentes do município em relação ao esporte?
Geyse – Digo que lutem pelos seus objetivos, queiram cada vez mais, trabalhem duro, plantem bastante coisas boas para que tenham o que colher amanhã, nunca deixem de acreditar em si, mesmo que ninguém acredite, continuem lutando.

Você imaginou um dia chegar à seleção brasileira?
Geyse – Eu sonhava estar lá, mas era uma realidade distante do que eu vivia. Era tudo muito difícil. Eu queria muito conseguir ser uma jogadora de futebol, mas não imaginava viver isso o que vivi e vivo hoje. Eu só tenho que agradecer a Deus por tudo!

Que filme passa hoje na sua cabeça ao ver aquela menina batendo bola na praia de São Bento?
Geyse – É maravilhoso! Hoje eu me sinto muito feliz em ver onde cheguei. Mas quero ir mais longe, estou trabalhando para isto. Foi tudo muito difícil, mas, graças a Deus, estou aqui, e em pensar que eu estava em São Bento sem nenhuma perspectiva, e hoje estou na Europa, é realmente algo inacreditável. Eu me sinto realmente felizarda e grata a Deus e a todos que estiveram ao meu lado e torcem por mim. Realizar sonho é muito bom.


 

Mais Notícias

Coment?rios

Carregando

Assine nossa newsletter e
receba as principais notícias por e-mail

Siga o Maragogi News nas redes sociais