Homem sofre ataques cibernéticos criminosos

Flávio suspeita de uma mulher que conheceu pela internet

(Foto: arquivo pessoal).

O gerente de produção Flávio José da Silva, 30 anos, solteiro, morador do povoado de Peroba, município de Maragogi, vem sofrendo ataques cibernéticos criminosos desde junho deste ano. Através de perfis falsos criados no Facebook, alguém anda lhe tirando o sossego. São calúnias e ameaças constantes e infindáveis. Primeiro, foi “Clara Nunes”; excluiu e surgiu “Flávia Silva”; sumiu e renasceu com “Bruna Karla Karla”, ainda no ar até a noite desta quarta-feira, 8.
 
“Flávia Silva” estampou o perfil de Flávio no seu e digitou: “Atenção, tarado à solta. Esse doente mental oferece falsas propostas de trabalho na OLX, mas é tudo mentira. Fora eu, ele foi dar em cima, oferecer dinheiro para várias mulheres. Ele mora em Peroba, tem vírus de HIV e é ex-presidiário. Uma amiga minha mora perto dele. Ele vive oferecendo falsos empregos pra estuprar as mulheres.”
 
“Bruna Karla Karla” pegou o perfil de Flávio, colou no seu, com a advertência: “Se liguem, tarado à solta.” E mais: “Você conhece esse tarado? Gosta de dar em cima de mulher casada. E é safado, viu. Vou postar isso em todos os grupos de Maragogi, para ele aprender a ser um homem.”
 
Não satisfeita, a pessoa criou fakes com o nome do próprio Flávio, usando suas fotos (e fazendo montagem) no perfil e publicando postagens em grupos. Uma postagem no grupo “Tudo no Precinho Ô (Recife)” diz o seguinte: “Tenho uma rede de lojas onde estou contratando vendedoras com experiência, salários a combinar. Mais informações no privado.”
 
Quando as mulheres entravam em contato, o tal fake fazia propostas indecentes. Uma das mulheres chega a comentar na postagem: “Gente, esse homem tá falando comigo, tenham cuidado, ele quer mulheres pra fazer programa.” O fake vai além: dá prints das conversas forjadas, publica em outros canais virtuais e as utiliza para ameaçar Flávio José.
 
A pessoa que se esconde por trás dos fakes vem arquitetando tudo para infernizar a vida de Flávio. “Essa pessoa não é humana”, diz Flávio. Ele desconfia de quem seja e acredita ser retaliação. “Entrei em contato com uma mulher pela internet. Cheguei a conhecê-la, mas não quis ter nenhum relacionamento amoroso com ela.” Ele acredita que, sentindo-se rejeitada, a mulher partiu para a vingança. E pelo jeito não economiza energia mental nem mede esforços para atingir a honra do seu alvo. “Ligava direto para mim. Bloqueei seu número. Ela expôs o número do celular de minha mãe em redes sociais. As pessoas começaram a ligar para minha mãe.”
 
Flávio já abriu um Boletim de Ocorrência na delegacia de Polícia de Repressão ao Crime Cibernético – DPCRICI, em Pernambuco, onde teria conhecido essa mulher, alegando crime de Difamação. Mas um outro perfil, de alcunha “Gisele Barbosa”, diz que não adianta ir à delegacia, que não vai dar um nada.
 
A última ameaça veio esta noite. No grupo “Tudo no Precinho Ô (Recife)”, o perfil em nome de Ademir Rodrigues comenta: “Dá um tiro no meio da testa que ele vai atacar no cemitério.”
 
Flávio aguarda o resultado das investigações da polícia para tomar as providências jurídicas cabíveis.

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