Águas-vivas: o alerta do verão

O aumento delas nesta época do ano é um fenômeno natural

(Foto: Roberta Carvalho)

Quando chega o verão, inúmeras pessoas sofrem com as queimaduras de águas-vivas nas praias brasileiras. O aumento na quantidade destes seres nesta época do ano é um fenômeno natural. Invasão de águas-vivas acontece porque é verão, época de reprodução de muitas espécies desses seres invertebrados, e isso gera aglomerações de fêmeas e machos. Basta uma corrente mais forte para empurrá-los para uma determinada região ou praia, gerando um problemão para os banhistas.

Embora a presença desses animais seja, de certa forma, esperada e usual, ao longo dos últimos anos um aparente aumento no número de acidentes com banhistas tem chamado a atenção de autoridades e da sociedade. Compreender como os fatores ambientais podem levar a possíveis aumentos das populações de águas-vivas é fundamental para o entendimento da dinâmica das regiões costeiras e os possíveis períodos críticos em relação à presença de cada espécie. Fatores como maior temperatura da água e disponibilidade de alimento podem aumentar a atividade reprodutiva. E quando esses fatores coincidem com o aumento de banhistas nas praias, pode haver mais acidentes, como ao longo dos últimos anos. 

Esse tema tem movimentando pesquisadores ao redor do mundo, devido a crescentes evidências de que populações de águas-vivas podem se proliferar com a degradação dos oceanos, por fatores como a poluição, a pesca predatória e a intensificação do efeito estufa. Porém, ainda não existe um consenso entre os cientistas sobre se as populações de águas-vivas estão aumentando globalmente. No Brasil, uma vez que os programas de monitoramento de águas-vivas são escassos e ainda recentes, torna-se difícil concluir se essas populações estão aumentando, assim como os respectivos acidentes.
 
Assim, ao chegar à praiaesteja atento quanto à presença desses animais. Caso encontre um exemplar, não entre em contato direto com ele, por mais admirável que seja. Se ele estiver na areia da praia, e caso tenha condições, enterre-a com o auxílio de uma pá ou palito de picolé, a fim de que você ou outras pessoas não se machuquem.
 
Roberta Carvalho
Bióloga 59.315/08
Gestora Ambiental
MBA – Liderança, Inovação e Gestão

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