População maragogiense não concorda que a praça de eventos seja usada como estacionamento privativo

Cidade não suporta a quantidade de carros na alta temporada

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Para aquecer o debate em torno dos problemas de trânsito que a cidade de Maragogi vem enfrentando, principalmente na alta temporada, perguntamos, na nossa enquete desta semana: “A praça de eventos está sendo usada como estacionamento privativo. Você concorda?”

A maioria dos internautas respondeu não. Foram 74% votos de discordância, contra apenas 26% a favor. Nos comentários, apenas houve manifestação da parte contrária. “Não, porque já que não pode fazer festa privada, daí não deveria fazer estacionamento privado, já que é um espaço público”, escreveu Josiane Lima.
 
“Não. As crianças aproveitam o espaço para jogar bola, andar de bike, patinete, e agora ficam impedidas. Maragogi deveria ter um parquinho para os mais pequenos brincar.” @agustartaglino, via Instragam. Outros breves comentários se seguiram: “Tou achando horrível”… “Não, pois como o próprio nome já diz, é praça de eventos”… “Um absurdo”… “E nem as cadeiras no calçadão, calçada é só para pedestre.”
 
Não recebemos nenhuma mensagem a favor.
 
COMPROVANTE DE COBRANÇA
 
Sobre o comprovante de cobrança da taxa de R$ 20,00, sem ordem numérica, que circulou na rede, o superintendente da SMTT (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito), Elias Noé, gravou um áudio elucidativo.
 
“Não tínhamos onde botar carros, a não ser usando a praça de eventos, senão o trânsito iria travar e nós não teríamos como resolver”, justifica Noé. “A cidade está superlotada. Estamos fazendo de tudo para que a coisa ande. Estamos cobrando, sim, pois estou hoje com um quadro de vinte homens, em Maragogi e em Barra Grande. Tudo isso gera um custo.”
  
O superintende esclareceu ainda que o talão é improvisado, e admite que houve erro. “Sei que errei em não ter uma numeração, mas vou corrigir isso. Mas temos o controle por data e por hora.” E afirmou que o prefeito está sabendo, “está ciente”.
 
Mais adiante, Elias Noé chamou a atenção para um problema visível: o surgimento de novas pousadas e de hostel na cidade, sem estacionamento, o que obriga o turista a deixar seu carro na rua, inclusive na faixa amarela. O pedestre fica quase sem espaço para transitar, já que as calçadas são outro problema na cidade. É tamanha a falta de priorização na segurança e acessibilidade do pedestre. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um quinto das pessoas mortas em acidentes de trânsito a cada ano são pedestres.
 
A praça de eventos não resolveu nem resolverá o problema em questão. Maragogi precisa de um projeto urbanístico urgente. Ou o trânsito da cidade, dentro de pouquíssimos anos, estagnará.
 
Está na hora de a prefeitura convocar seu staff de engenheiros e arquitetos para criar um novo modelo urbano para a tão badalada Capital da Costa dos Corais. 

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