Ônibus de excursão invadem a Praia de Barra Grande e revoltam empresários

SMTT promete normalizar situação

(Fotos: cortesia)
 
“Foi um caos, um caos!”, resume um empresário do setor turístico que tem empreendimento na Praia de Barra Grande, que pediu para não ser identificado. “Mais um destino a ser destruído no município de Maragogi.”

O empresário se refere à invasão de aproximadamente 15 ônibus de excursão neste domingo, 6, na Praia de Barra Grande, norte do município de Maragogi. Na sua opinião, “os ônibus de excussão deveriam voltar ao centro da cidade de Maragogi, de onde nunca deveriam ter saído, cobrando as taxas que têm que ser cobradas, sim, e não fazer com que um destino como as praias de Barra Grande, Antunes e Ponta de Mangue se transformem em destinos de massa, deixando uma quantidade exorbitante de lixo, degradando o meio ambiente, até carvão destruindo as restingas. Isso é o que não pode existir, acabar com o que tem.”

“Sujeira, bagunça no trânsito das ruas, ônibus estacionados em todos os lugares possíveis...”, queixou-se um morador do vilarejo.

O coordenador de Trânsito da SMTT (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito) de Maragogi, Rodrigo Lyra, classifica o episódio como excepcional. Segundo ele, o estacionamento da Praia de Antunes, para onde os ônibus se dirigiram inicialmente, foi bloqueado por decisão judicial na tarde do sábado, 5, e não houve tempo suficiente para um aviso público estendido.

“Então a solução foi distribuirmos os ônibus, nesse domingo, para Barra Grande e Maragogi. Mas na próxima semana essa situação será regularizada. Inclusive manteremos um de nossos agentes para monitorar o trânsito daquele vilarejo”, promete Rodrigo. “Nenhum ônibus ficará em Barra Grande. Mas, devemos respeitar o direito e ir e vir das pessoas. O que vamos evitar é o estacionamento dos veículos grandes dentro de Barra Grande. Não podemos impedir a entrada das pessoas. Nossa obrigação é disciplinar o trânsito.”

Rodrigo confessa que chegou a dizer ao prefeito de Maragogi, Sérgio Lira, que a cidade não oferece estrutura para suportar 40, 50 ônibus. “Do jeito que está, não. Tem que ter uma contrapartida do pessoal do Setor de Limpeza da Secretaria de Infraestrutura, por exemplo. Porque é preciso haver um elo, uma integração dos setores públicos municipais. Não adianta apenas a SMTT ordenar os ônibus, deixar tudo organizado, se não há amparo de outras secretarias.”

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