Sindicato dos Servidores de Maragogi é contrário à volta das aulas presenciais no município

Maragogi é o quarto município do litoral norte alagoano com o maior índice de infectados pelo novo coronavírus



Devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, que devastou vidas, sonhos e projetos de muitas famílias, o Sindservmaragogi (Sindicado dos Servidores de Maragogi), emitiu Nota nesta terça-feira (4), posicionando-se contrário à informação de que as aulas presenciais no município de Maragogi voltarão em breve. “Mas por que essa pressa? Quem vai se responsabilizar pela vida dos professores? Quem vai se responsabilizar pela vida dos pais e avós dos alunos? Pela vida das crianças?”, questiona a Nota.

De acordo com a Nota, a volta às aulas em Maragogi, o quarto município do litoral norte alagoano com o maior índice de infectados pelo novo coronavírus, coloca em risco não apenas crianças, adolescentes, professores e funcionários da escola. “O retorno também pode representar ameaça de contágio para os adultos e idosos que estão em contato com esses estudantes na mesma casa. O alerta é dos infectologistas. Vidas importam! Senhores pais, responsáveis, cidadãos maragogienses e autoridades, precisamos preservar a vida de nosso povo. Os professores estão preocupados. Eles não estão preparados para esse retorno agora. A guerra não acabou. O coronavírus está devastando famílias. Não queremos enterrar nossos familiares. Não queremos perder nossas crianças. Não queremos enterrar nossos colegas de profissão. As aulas são importantes, mas sobreviver é mais importante ainda.”

O Ministério da Educação e Cultura (MEC), junto às Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, decidiu suspender gradualmente as aulas presenciais nas escolas públicas municipais e estaduais, diz a Nota. A decisão foi tomada seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde para prevenir o contágio da Covid-19.

O objetivo é evitar aglomerações, que podem contribuir para a disseminação do novo vírus e, assim, evitar a sobrecarga dos sistemas de saúde. O Brasil já ultrapassa a marca de 95 mil mortes e mais de 2 milhões de infectados.

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