RESTINGA: você conhece?

A importância de preservá-la

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(Fotos: Maragogi News)

Nos últimos anos, muitos de vocês devem ter observado nas praias o fenômeno da ressaca. Este fenômeno muitas vezes é causa de grande destruição junto à orla, quebrando ruas, calçadas, muros de casas e empreendimentos. E parece que somente nestes momentos críticos é que as pessoas passam a dar importância à presença da vegetação de restinga no litoral.

A restinga é um ecossistema importante para a manutenção do equilíbrio ecológico. Essas plantinhas na orla parecem simples, mas têm funções importantes para o meio ambiente e a sociedade. Além de embelezar as praias, a restinga serve de contenção dos grãos de areia que incomodam moradores e resultam no aumento da demanda de limpeza pública; mantém o nível da água no solo, preservando os nutrientes que a flora e fauna deste ambiente precisam; evita a erosão causada pelas chuvas; é refúgio para vida silvestre e parada de aves migratórias. Esses e outros tantos benefícios fazem da restinga um ecossistema que precisa ser conservado. Afinal, sua fixação em frente ao mar são áreas valorizadas, objeto de especulação imobiliária para a construção de empreendimentos, condomínios, áreas de lazer, estacionamento de veículos, entre outros.

Na nossa região não seria diferente, as problemáticas referentes a restinga são bem visíveis, devido principalmente ao desenvolvimento turístico, que é muito bom para geração de emprego e renda e a crescente dos municípios, mas que na maioria das vezes, por falta de uma base sólida voltada ao desenvolvimento sustentável, não prioriza as políticas públicas voltadas à conservação ambiental.

No caso de Maragogi, o município possui aproximadamente 23 km de litoral, sendo uma área extensa para a realização da fiscalização periódica, já que sabemos das dificuldades da gestão pública no Brasil. Sendo necessário a utilização de outras metodologias para que aconteça a conservação ambiental, entre elas: colaboração mútua entre governo e comunidade, fiscalização por parte dos profissionais e da sociedade e o incentivo a informação, utilizando as redes sociais, os projetos como base para o envolvimento da população com as problemáticas ambientais.

Mas não podemos deixar de citar o lado positivo. Temos muitos empreendimentos, escolas e pessoas da comunidade empenhados na conservação desta vegetação. Inclusive não poderíamos deixar de citar o projeto Salsa Viva, do Instituto de Meio Ambiente de Alagoas – IMA, que teve a iniciativa de recuperar a vegetação nativa, colaborando com o ordenamento do tráfego de veículos nas praias, em parceria com os órgãos responsáveis de vários municípios do estado de Alagoas. Além do Código Florestal, resolução do CONAMA e outras leis que defendem esse hábitat tão importante para o nosso planeta.

Por isso, amigos leitores, nada melhor do que conhecer para conservar.

Roberta Carvalho
Bióloga 59.315/08
Gestora Ambiental
Master in Business Administration – Liderança, Inovação e Gestão

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