Ministério da Agricultura diz que não é preciso suspender venda porque risco só existe em caso de consumo contínuo durante vários anos

Amostras acima do nível são do peixe albacora azul (Thunnus thynnus) e ao budião (Sparisoma viride)

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Nessa sexta-feira (29), o Ministério da Agricultura informou que duas amostras de peixes da área atingida pelo vazamento de óleo no Nordeste estão fora dos níveis aceitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foram analisados os níveis de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) - principais indicadores de contaminação por derivados de petróleo.

"Outras 66 amostras de peixe, camarão e lagosta analisadas até agora estão com resultados abaixo desses níveis (aceitos pela Anvisa)", completou o ministério.
É a primeira vez que as análises detectam níveis acima do que é considerado preocupante pela Anvisa. Em duas rodadas divulgadas desde o último dia 11 foram encontrados níveis baixos de HPA, segundo o governo.

Sem suspensão

Apesar disso, o Ministério diz que "os resultados não alteram a avaliação do risco do consumo de pescado das regiões atingidas pelo óleo".

Isso porque, segundo a pasta, o risco só estaria presente se houvesse o consumo contínuo do mesmo produto com esses níveis durante vários anos.

"Como foram poucos resultados - apenas dois, eles não representam risco para a saúde pública, e não há limitação de consumo neste momento. Vamos aumentar o número de amostras dessas espécies analisadas para verificar se esses resultados se repetem ou se foram pontuais", afirmou o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal.

Como foi a análise

As amostras acima do nível são do peixe albacora azul (Thunnus thynnus) e ao budião (Sparisoma viride). Os valores encontrados foram 9,51 e 7,95 microgramas de Benzo(a)pireno - Equivalente (BaPE)/kg, respectivamente.

O valor de referência definido pela Anvisa, como nível de preocupação, é acima de 6 microgramas de Benzo(a)pireno - Equivalente (BaPE)/kg para peixes.

As análises das 68 amostras foram feitas pelo Laboratório de Estudos Marinhos e Ambientais (LabMAM) da PUC-RJ e pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Santa Catarina (SLAV-SC/LFDA-RS). O pescado foi capturado nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Gazetaweb 

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