Sem lockdown, Renan anuncia prorrogação de isolamento até 31 de maio

Única alteração no texto será um reforço na fiscalização do cumprimento das medidas.



O Governo de Alagoas prorrogou, na noite desta quarta-feira (20), o decreto de isolamento social em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) até o dia 31 de maio. No documento, as medidas determinadas nos decretos anteriores foram mantidas e outras medidas de fiscalização serão ampliadas.

Renan Filho explicou que até o dia 31 de maio pode haver mudanças, se forem necessárias.

O trabalho deverá ser feito em duas frentes: o governo vai ampliar os leitos e as pessoas precisam ficar em casa e só sair se necessário. Segundo ele, o prazo do isolamento social é essencial para a ampliação da rede hospitalar.

A respeito da possibilidade de lockdown, Renan disse que não está descartado, mas não irá adotá-lo agora: “Estou me esforçando para dar conta do tamanho da pandemia, mas estamos deixando as medidas extremas para o momento extremo”.

O governador também se solidarizou com todos os alagoanos que perderam familiares e amigos, destacando “que estamos vivendo uma crise sanitária duríssima e por isso precisamos enfrentar o momento juntos e olhar o que podemos fazer pelo estado, pela família e pelos amigos e construir a solução”.

Ele concluiu sua fala reforçando que o estado está se esforçando para adquirir todos os medicamentos recomendados para o tratamento das pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Sobre a hidroxicloroquina e azitromicina, Renan Filho contou que governo está em contato com a classe médica, com o governo federal e com os laboratórios para a aquisição, reforçando que fará o protocolo de utilização da cloroquina, mas a decisão é dos médicos.

Perguntas

Ao ser questionado a respeito dos apelos da classe trabalhadora para a volta às atividades, o governador falou que tem dialogado com o setor produtivo e tem ouvido todos os segmentos, mas a prioridade, no momento, é a preservação das vidas.

O governador também classificou de “incorretas” para o momento as manifestações que têm ocorrido, principalmente pedindo a volta da ditadura militar, e lembrou a morte recente, por Covid-19, de um professor universitário que participou de uma dessas manifestações.

Quanto ao pico da pandemia, afirmou que não se pode dizer no momento, e o mundo só percebeu quando as mortes e o número de casos começaram a cair. “Não dá pra ver o pico antes de chegar nele, só depois de passar por ele”, pontuou, pedindo serenidade. 

Voltando à questão do isolamento social, o governador disse ser óbvio que gostaria de ter um isolamento social de 80% e assim não colapsava a rede de saúde, “só que pessoas pensam diferente e isso não é simples de articular, mas não tenho dúvida que estamos no caminho correto”. “Tenho sido um democrata, não gosto de autoritarismo, mas tudo tem um limite”, completou, ao se referir ao cumprimento das medidas de isolamento.

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