Mariscos mortos aos milhares não param de surgir na Praia de São Bento, em Maragogi

Para biólogo e pesquisador da Ufal, aparecimento destes mariscos sem vida na areia da praia não pode ser considerado normal

(Foto: Maragogi News)

Como já noticiamos no site http://www.maragoginews.com.br/noticia/327097-oleo-derramado-prejudica-o-comercio-do-marisco-catado-na-praia-de-sao-bento-em-maragogi.html, milhares de massunins mortos continuam surgindo na Praia de São Bento, em Maragogi. Na manhã dessa terça-feira (5), um vídeo que mostra os mariscos cobrindo a areia volta a chamar a atenção dos ambientalistas, que não podem confirmar a relação entre as mortes e o surgimento do óleo no litoral do Nordeste, mas afirmam que o fenômeno pode sim estar sendo causado pelo petróleo.

Nas redes sociais, as pessoas relacionam a mortandade com a contaminação pelo piche, já que os massunins filtram a água para se alimentar. Segundo publicação do site OP9, o biólogo e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cláudio Sampaio, o aparecimento dos mariscos mortos não pode ser considerado normal.

“Possivelmente esteja associado à chegada do óleo, mas somente análises da qualidade da água, sedimento e especialmente do massunim, tanto o morto quanto o vivo, é que poderemos afirmar as causas das mortes. Enquanto não houver essas análises, será bem difícil essa situação de dúvida”, opinou.

No dia 23 de outubro deste ano, o mesmo fenômeno aconteceu na Praia do Pontal do Peba, na cidade de Piaçabuçu, Litoral Sul de Alagoas. Na época, o chefe da divisão técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Alagoas, Rivaldo Couto, informou que as mortes seriam investigadas, mas ainda não há resultados de análises.

“As mortes podem estar relacionadas com a mudança do vento, que nessa época tem influência sobre o transporte litorâneo de sedimentos na costa”, explicou Rivaldo na época.

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