Catamarã afunda no mar de Maragogi e duas turistas morrem

Embarcação opera irregular e estava em área não permitida

(Fotos: cortesia).

Um catamarã com 56 passageiros, entre adultos, idosos e crianças, afundou no mar de Maragogi, no fim da manhã deste sábado, 27. A embarcação teria colidido em pedras numa área onde não é permitido esse tipo de visitação, segundo o secretário de Meio Ambiente de Maragogi, Gabriel Vasconcelos. “Estamos num período de maré morta, não é autorizada visitação às piscinas naturais” diz o secretário. “O horário mais raso de hoje foi por volta das 5h30 da manhã.” O catamarã afundado saiu para realizar o passeio por volta das 10h00, e cerca de meia hora depois, aconteceu a tragédia.

O acidente mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar, helicópteros do SAMU e do Corpo de Bombeiros. As vítimas foram resgatadas por proprietários de outros catamarãs e lanchas, que assim que tomaram conhecimento, prestaram socorro. Todas estão recebendo atendimento na UPA Santo Antônio, em Maragogi. Duas idosas morreram. Lucimar Gomes da Silva, de 58 anos, e Maria de Fátima Silveira, de 65 anos. Segundo informações, uma delas era mãe do guia que acompanhava o grupo de turistas da cidade de Fortaleza, no Ceará.

Em Nota divulgada no começo desta tarde, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Maragogi comunica que o proprietário da embarcação já foi autuado, em virtude dos  passeios clandestinos que realiza. “Ainda assim, de forma reincidente, desobedecendo dispositivos legais, insistiu em prosseguir, ignorando até mesmo o Ministério Público”, diz a Nota. “Continuaremos na persecução em buscar os responsáveis pelo lamentável  ocorrido e responsabilizá-los administrativamente na forma da lei, sem prejuízo das ações criminais que deverão enfrentar na esfera judicial”, finaliza.  

A Associação dos Proprietários de Catamarãs de Maragogi – APCM – também se manifestou acerca da tragédia. “O transporte aquaviário de passageiros realizado pelos membros da Associação seguem rigorosamente todas as regras de segurança e ambientais determinadas pela Capitania dos Portos em Alagoas, ICMBio e demais órgãos de controle.”

Segundo a APCM, a embarcação naufragada não possui autorização para o transporte de passageiros com destino às piscinas naturais, operando de forma clandestina.

“A Associação, em sintonia com as autoridades municipais, vem atuando diligente e incansavelmente pelas vias judiciais, por meio de diversas ações, para coibir a atuação de embarcações irregulares.”

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